Charlote era uma garota hipnótica. Por mais que eu tentasse, não conseguia escapar daquele seu olhar delirante e sombrio. Tinha a pele fanstasmagórica, os cabelos azuis e um pirulito pendurado na boca. Charlote. Que figura bem doida. Ela acreditava em et’s e colecionava camundongos de estimação. Seu passatempo predileto era estudar o efeito das drogas no comportamento sexual deles. E ela dizia ter descoberto uma coisa terrível:
- Meus ratinhos de estimação… TÃO FICANDO BROXAS!
Putz. O que eu podia dizer a respeito?
- Foda-se.
Ela se agarrou no meu braço com um olhar possuído:
- Foder com quem? COM VOCÊ?
- Peraí – falei. – Isto é um convite?
- Não. É uma conspiração alienígena.